Metamagia e Física Quântica

A teoria do Colapso da Função de Onda e as práticas da Magia.

O conceito de colapso da função de onda foi proposto inicialmente por físicos pioneiros no desenvolvimento da teoria quântica, principalmente durante a formulação inicial da interpretação de Copenhague da mecânica quântica. Esta interpretação foi desenvolvida principalmente por Niels Bohr e Werner Heisenberg, em colaboração com outros cientistas da época.

O colapso da função de onda foi um dos aspectos-chave dessa interpretação, que sugeriu que a função de onda de um sistema quântico, que descreve a probabilidade de encontrar uma partícula em diferentes estados, entraria em colapso para um estado bem definido quando uma observação ou medição fosse feita no sistema. Essa ideia foi essencial para reconciliar os resultados das experiências quânticas com as expectativas da física clássica.

Embora a aplicabilidade dos enunciados da Mecânica Quântica possam parecer distintos de sistemas específicos como os propostos na Ressonância Harmônica ou mesma pelas práticas da Magia, nos parece que tudo pertence aos mesmos domínios ocorrendo paralelos comuns que podem ser observados em relação ao colapso da função de onda e os conceitos e práticas da Magia, da Espiritualidade e mesmo em outras áreas do conhecimento.

Intenção somada a vontade do observador.

Todo sistema de Magia, e em especial na Metamagia, a intenção somada a vontade do praticante são pré-requisitos fundamentais para a manifestação de resultados interessantes desejados.

Assim como no colapso da função de onda, onde a observação influencia o resultado, em Magia a intenção do praticante é um fator decisivo e influencia diretamente a manifestação de eventos e resultados síncronos.

Da mesma maneira que um sistema quântico requer foco e atenção, muitas práticas de Magia enfatizam de forma veemente a importância da concentração mental e foco para direcionar intenção para um objeto ou objetivo específico.

Como sugerem os princípios da física quântica e seu seu colapso da função de onda, também na Magia percebemos como a mudança na realidade subjetiva efetivada pelo observador (o Mago ou Maga no caso) podem criar uma nova realidade pré-definida.

De maneira semelhante, certas práticas magísticas (embora não todas), buscam alterar a percepção da realidade subjetiva do praticante, permitindo assim experimentar resultados desejados, estados alterados de consciência e outras situações percebidas estatisticamente como improváveis.

Assim, sincronicidade e coincidências significativas surgem muito similares com os eventos quânticos, parecendo ocorrer de forma aparentemente aleatória, mas ainda assim são influenciados por fatores não locais.

Tanto na Mecânica Quântica, quanto em muitas tradições de Magia, há uma noção de interconexão universal, onde todas as coisas estão intrinsecamente ligadas. Nesse sentido, o colapso da função de onda proposto pela Mecânica Quântica, pode ser visto como uma expressão dessa interconexão, onde a observação de um sistema afeta instantaneamente seu estado emaranhado com outros sistemas.

Na Metamagia, as coincidências ou sincronicidades são interpretadas como indicações de que a vontade do praticante estiveram em alinhamento com forças ou padrões mais amplos.

Embora esses paralelos possam ser intrigantes, é importante reconhecer que tanto as práticas da Magia como da Mecânica Quântica, são áreas distintas de estudos, com diferentes fundamentos, metodologias e objetivos.

Enquanto a mecânica quântica é uma teoria científica amplamente aceita com base em evidências empíricas, a Magia muitas vezes é vista lamentavelmente apenas como uma prática espiritual, filosófica ou oculta, com bases mais subjetivas e interpretativas.

Pensamos, que os processos para alteração da realidade objetiva efetuados pela Metamagia são mais robustos, eficazes e eficientes, pois não dependem apenas e somente da vontade do Observador, embora essa vontade intencional é seguramente a base do início do processo em qualquer sistema magístico.

Como os magistas em geral utilizam-se principalmente da Teurgia, com o uso dos elementos primevos da realidade, como Água, Fogo, Ar, Terra, etc., a sua aplicabilidade é muito mais acentuada e assertiva. O mesmo ocorrendo e ainda mais ampliado, quando há o consórcio direto com outros níveis de consciências utilizando-se a Taumaturgia e suas conexões propostas.

Assim, percebemos que embora a alteração da realidade objetiva possa ser a princípio efetivada apenas com o uso da intenção do “observador” sobre a coisa observada, seus resultados são mais consistentes quando esse mesmo observador utiliza-se de meios mais sofisticados para essa alteração, promovidos pelas práticas Teúrgicas e Taumatúrgicas.

Pensamos que estas sejam as bases da dificuldade que muitos tem em obter resultados em acordo com sua vontade, pois utilizam-se apenas das suas capacidades inatas de intenção, que sempre vale a pena lembrar, em muitos é bem simplória ou ainda pouco desenvolvida.

A proposta da Metamagia busca portanto, o empoderamento dessas capacidades nativas da consciência com métodos mais estruturados para ao final obter em escala o tão propalado colapso da função de onda.

Alguns chamam isso de Mecânica Quântica, outros de mágica…

Nós chamamos simplesmente de Magia! 🦋

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