A Responsabilidade no uso das Pedras e Cristais

Saudações,

O uso de pedras e cristais tem sido amplamente difundido por suas propriedades energéticas e terapêuticas, mas poucos se atentam à responsabilidade envolvida nessa prática. Neste artigo, nossa Irmã Daniela Galvão compartilha sua experiência pessoal e reflexões adquiridas ao longo dos anos sobre a dualidade desses elementos naturais, explorando não apenas seus benefícios, mas também os cuidados essenciais para um uso consciente, abordando a necessidade de limpeza, consagração e equilíbrio na aplicação das energias cristalinas. Convido você a mergulhar nesse universo fascinante e a reconsiderar a forma como se relaciona com seus cristais!

Ari

…

A Responsabilidade no uso das Pedras e Cristais

É impressionante como nossas crenças, tão organizadinhas, até fofinhas, nos impedem de sentir e observar o que está fartamente à disposição a olhos e sentidos alertas.

Vamos lá. Sou maga iniciada na Magia Divina das Pedras. Sempre estudei, fiz cursos e formações em litoterapia e desde sempre tive afinidade com o mundo cristalino e mineral, possivelmente por conta de minha ancestralidade. É natural e fluida a relação amorosa e de respeito com estes reinos.

Sei, na ponta da língua, qual o uso terapêutico da maioria das pedras, sua correlação de cores e chacras, forma de uso e cuidados indispensáveis no seu uso consciente. Além disso, no decorrer dos anos, agreguei uma família razoável de cristais, de variados tamanhos, cores e formas.

Fiz questão de pontuar inicialmente essas características pessoais (que são irrelevantes e não importam a ninguém, é claro) para que seja entendido como meu entendimento é parco e imaturo no assunto. E é nessa posição que divido minhas experiências e percepções pessoais. Material farto há no sentido dos benefícios do uso de cristais, inúmeras terapias e práticas e um comércio cada vez maior neste sentido. E eles são sim, grandes auxiliadores e facilitadores de nosso processo de aprendizagem e lapidação interna.

Contudo, uma frase dita pelo Mago Iniciador no decorrer dos processos iniciáticos me incomodava de tal forma que simplesmente a ignorei, por não se coadunar com minhas “crenças” (fofinhas, como dito acima). Ele alertava para o cuidado com o uso das pedras, que assemelhavam-se, sob certo prisma, a “erês” (não saiu da minha memória) e da necessidade de um certo controle e vigilância no tocante à emissão desenfreada (e talvez viciada) de suas energias.

Ora, pensava eu: “se as pedras são regularmente limpas e energizadas, como podem nos fazer mal”? É claro que não estou me referindo à categoria de pedras, digamos, “indomáveis”por natureza, que possuem uma capacidade tão absorvedora a ponto de ferir o nosso campo áurico e interferir, inclusive, em nossa saúde física. Elas são um caso à parte, os cuidados devem ser redobrados e seu eventual uso deve ser reservado a mãos experientes (material ou espiritualmente falando).

Pois é. Como é natural ocorrer aos Magos iniciados nos Mistérios Divinos (os verdadeiros magos, que têm plena consciência da Magnitude e de sua profunda ignorância relacionada aos Mistérios e que atuam diligentemente dentro dos liames da Lei e da Justiça, frize-se), no decorrer de suas práticas e vivências, uma certa sensibilidade se aflora aos poucos, mas de forma contínua e crescente. A comunicação com o (a) Mestre de Magia, antes duvidosa e insegura, torna-se instântanea e natural, tal como um trabalho “em equipe”.

E foi devido a esta “sensibilidade”, que pude comprovar, de fato, o alerta sabiamente dado pelo Mago Iniciador. Pude sentir, na prática , a dualidade das pedras. Mesmo as mais lindas, em todos os espectros de cores, brancas, transparentes, rosas, verdes etc…são duais na sua essência. Elas são como verdadeiras usinas de energia, captam incessantemente as energias por nós e pelos ambientes emanadas e nos devolvem, na polaridade correspondente ao que absorveram. E quem, estando aqui na materialidade, consegue emanar somente sentimentos harmoniosos? Pois, é, ninguém.

Ao manusear um cristal de quartzo branco (leitoso), de grandes proporções, que costuma ficar em meu quarto senti, de forma inequívoca, que ele estava saturado de energias deletérias, negativas mesmo. Como assim? Meu quartzo branco, transmissor de paz e luz? Tentei a limpeza com selenita, e nada. A energia permanecia ali. Então, socorri-me da Magia das Pedras e a consagrei aos Mistérios Divinos. Tudo resolvido.

Na prática, aprendi a necessidade da consagração de todas as minhas pedras, desde a menorzinha até as maiores. Não podia mais protelar neste sentido. Na Magia das Pedras, o processo é mais fácil e muito, muito mais seguro e eficente. E mesmo assim, devido à preguiça talvez, não tinha me disposto a consagrar todas elas, aos poucos, mas de forma organizada e sistemática. Constantei, inclusive, empiricamente, que os cristais com pontas naturais afiladas têm sua potência amplificada a um nível muito superior e, se direcionado a você podem realizar grandes benefícios ou malefícios, conforme a polaridade assumida.

Preocupo-me (de verdade) com o uso indiscriminado dos cristais. As pessoas não são orientadas a cuidá-los de forma responsável e submetem-se a desequíbrios energéticos e físicos importantes. A grande maioria não imagina como é trabalhoso o tal uso responsável. As limpezas constantes, as programações, o mínimo de conhecimento das propriedades desta ou daquela pedra. Por exemplo: o lindo quartzo rosa. A pedra do amor, não é mesmo? Sim, uma pedra belíssima e, aqui no Brasil, fartamente encontrada em qualquer comércio. O que acontece? A pessoa ganha ou compra essa pedrinha linda, não faz uma limpeza energética e a usa, de forma contínua, seja num colar ou anel ou a dispõe na cabececeira da cama para “ter sorte no amor”.

O que ela desconhece é que, realmente o quartzo roza se conecta com a energia do amor, mas não do amor mundano. Sua vibração sensibiliza de tal maneira o chacra cardiaco, com o qual mantém estreita conexão, que, o uso contínuo e ininterrupto, irá deixar a pessoa hipersensibilizada aos estímulos externos, com choros e desequilíbrios frequentes. O ideal, portanto, seria equilibrar suas irradiações com o uso conjunto com uma pedra verda, de preferência outro quartzo. Deste modo, o uso ficará equibrado.

Têm pedras que o uso deve ser limitado a horas. E, dependendo do local do corpo em que são usadas (próximo ao chacra cardíaco, por exemplo), causam desequilíbrios de várias ordens. As pessoas, por desconhecerem tais implicações, acham que a dor de cabeça, tontura e outros efeitos adversos têm origem no seu corpo físico e, na verdade, não se atentam para o uso inconsequente dos cristais e pedras.

Antes de comprar um cristal pense bem: você terá paciência e disciplina necessárias para cuidar deles? Se não, não os compre. Eles são excelentes, e são nossos companheiros de aprendizagem (alguns são verdadeiros mestres, posso afiançar) enquanto aqui estamos na materialidade, mas devem ser usados com muita parcimônia, respeito e amorosidade.

Então sim. Curvo-me à constatação de que, se aleatoriamente utilizados, podem fazer mais mal do que bem. E não, não basta sermos “boas pessoas”, “não fazermos mal a ninguém”, a natureza das pedras, como tudo nessa existência, é dual. Tem duas polaridades. Temos que ter consciência disso. E todos vão sentir que a pedra ou cristal está “carregado”? Não. Definitivamente não. Poucos têm essa sensibilidade. Totalmente dispensável, diga-se de passagem, posto que a aferição pode ser feita por um simples pêndulo.

Nem adentrarei à questão do processo de exploração mineral, sem o mínimo de respeito e cuidado, que impregna energeticamente de forma negativa, já na origem, a memória dos cristais. O conhecimento sério nos protege de nós mesmos. Se vamos retirar da natureza os cristais e pedras para uso próprio, temos que saber mais sobre eles. Não colocamos em nosso prato qualquer vegetal ou fruta, encontrado a esmo, em uma vegetação nativa. Nem utilizamos qualquer planta como medicação. Há um saber prévio e necessário de qual e como e em que quantidade podem ser consumidos. Com os cristais o mesmo raciocínio deve ser aplicado.

Há um universo de informações importantes que não chegam às pessoas. Há pedras que se energizam com o Sol, outras não; há as que não podem ser mergulhadas em água e sal, por sua própria composição química; há aquelas que não podem ser mantidas no quarto, próximo ao local de dormir; algumas devem ser usadas da cintura para baixo, outras da cintura para cima, algumas têm uma frequência muito elevada e devem ser usadas com muito cuidado. Enfim, os cuidados não são poucos. E existem motivos para isso.

Esclarecido tudo isso, cabe apenas citar, en passant, posto que não é o veículo nem o momento adequado, o alcance místico (sem o aspecto pejorativo do termo) no uso das pedras. É possivel sim o uso delas para finalidades ainda ignoradas pela maioria das pessoas (aprisionamento de consciências e experiências extrafísicas de toda ordem).

Finalmente, claro que não poderia deixar de recomendar a Magia Divina das Pedras. Posso assegurar, sem sombra de dúvidas, que foi umas decisões mais acertadas que tive. Inclusive para o uso terapêutico das mesmas. Posso aplicar com total segurança, sei que irão, efetivamente, emanar energias amparadas e potencializadas pelos Divinos Tronos de Deus. Seu efeito terapêutico é amplificado de forma surpreendente. Conto com o auxílio diário, no dia a dia, com minha família, de minhas queridas pedras e cristais. A vida fica mais fácil e equilibrada com elas. Definitivamente sim.

Sem querer abusar de sua paciência, considero oportuno transcrever a seguir poema extraído da obra “As propriedades curativas dos cristais e das pedras preciosas”, de Katrina Raphaell, editora Pensamento, primeira edição, 2021, páginas 156/157, que versa sobre uma pedra que me é pessoalmente muito cara. Com ela, não há meias palavras. A malaquita. Uma das pedras de conhecimento mais antigo do homem e utilizada há milhões de anos como instrumento de poder, especialmente no tempos do Egito antigo, pelas classes dominantes. Quer uma sugestão, ainda considerando minha insignificância neste assunto: se tiver oportunidade, conheça esta pedra. Mas tenho duas advertências: primeiro: certique-se que é legítima e natural, já que é muito falsificada, infelizmente (e cara também). Segundo: inicie o relacionamento de forma gradual e lenta. Vá evoluindo aos poucos, como um namoro. Por vezes, um afastamento se faz necessário.

Vamos a ela, tão bem retratada neste poema, de autoria de Gary Fleck:

“Eu sou a malaquita, a chama verde, o setor do quarto raio. Eu sou o dragão, o medo satânico, o lagarto, a serpente, o sapo, o obtuso. Tu me conheces em teus sonhos modestos…

Eu sou a roda, o centro – o universo em desenvolvimento- sou o vácuo negro, a densidade em manifestação. Sou o útero da criação.

Sou o que ainda é desconhecido, não criado, não manifesto dentro de você.

Sou velho; tu me conheces desde o início dos tempos. Sou o pensamento original, o propósito original.

Deves trabalhar comigo e através de mim. Alguns dizem: “Eu sou obtuso”, e, portanto, não atraente. Entretanto, deves superar a obtusidade enquanto subsiste neste planeta. De que outra forma entenderás a natureza do espírito e a lei espiritual, a menos que cries com a esfera material?

Não há parte do seu corpo que permaneça intocada por mim, pois eu sou a criatividade, a essência da alterabilidade dentro de ti.
Minha máscara é a escuridão; meu propósito, a criação. Eu sou o útero, o lago sagrado.

Não procure compreender-me por completo; minha essência é impenetrável. Eu sou o desejo mais profundo do seu coração, o medo mais intenso na tua mente, o processo supremo da experiência – CRIAÇÃO.

Usa o poder do EU SOU com sabedoria. Eu sou a malaquita”.

— Gary Fleck

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